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09/10/2018
Prêmio CNT: duas décadas e meia de história

Com mais de 4.000 trabalhos inscritos, premiação contribuiu para o desenvolvimento do transporte ao colocar o tema na pauta do jornalismo brasileiro

Foto: Divulgação


​O Prêmio CNT de Jornalismo, ao longo de 25 anos de existência, tem inserido o transporte no cotidiano das redações brasileiras, consolidando-se como uma das principais e mais respeitadas premiações jornalísticas do país. Os desafios do setor passaram a fazer parte das histórias retratadas por textos críticos, imagens e vídeos emblemáticos e pelas ondas curtas e longas do rádio. Desde 1994, foram mais de 4.000 trabalhos inscritos, mais de 130 premiados e centenas de jornalistas reconhecidos.

As inscrições para a 25ª edição foram encerradas no início de agosto, totalizando 299 trabalhos – um aumento de 5% em relação à edição anterior. As trinta finalistas foram anunciadas no último dia 27 de setembro, e as grandes vencedoras serão conhecidas no final de novembro. Ao longo de todo esse processo, as reportagens e fotografias são avaliadas considerando aspectos como relevância para o setor de transporte, para o transportador e para a sociedade; qualidade editorial; criatividade/originalidade; e atualidade dos temas. 

Editora-chefe da Rádio BandNews FM e jurada em 2017, Sheyla Magalhães reconhece que o Prêmio é uma referência quando o assunto é estimular a produção de qualidade e aprofundada de temas relacionados ao transporte nas suas diferentes vertentes. “Ele levanta questões pertinentes para o desenvolvimento de um setor que tem enorme impacto na economia brasileira.”

Em 25 anos de história, é possível perceber que os dramas do transporte destacados nas reportagens inscritas no Prêmio, apesar das transformações vividas pelo setor, ainda se repetem: deficiências na infraestrutura, falta de planejamento, denúncias de corrupção, acidentes de trânsito. Em paralelo, a emergência das novas tecnologias, que vêm modificando, de maneira definitiva, a atividade transportadora, também tem lugar nas reportagens. Nos últimos anos, grande parte dos trabalhos inscritos aborda temas como combustíveis alternativos e novas formas de propulsão de motores. 

Jornalismo de verdade


Em 1994, a reportagem com denúncias sobre corrupção no Ministério dos Transportes, publicada pelo jornal “O Globo”, rendeu ao jornalista Ascânio Seleme o 1º Grande Prêmio CNT de Jornalismo. Em anos posteriores (1995 e 2009), Seleme aceitou o convite para ser jurado da premiação. Ex-diretor de redação e, atualmente, colunista do jornal “O Globo”, ele afirma que todo prêmio de jornalismo é importante, pois, por sua natureza, é motivador. “E isso não é somente pelo benefício pecuniário, mas, também, por incentivar a investigação, o esforço de reportagem, a valorização do jornalismo. E prêmios de elite, como o da CNT, têm por trás profissionais de altíssimo gabarito.”

Essa excelência no trabalho jornalístico é um dos aspectos que o repórter da Rádio Gaúcha e um dos maiores vencedores da história do Prêmio CNT, Cid Martins, faz questão de ressaltar. O jornalista faturou o troféu na categoria Rádio em quatro ocasiões: 2002, 2003, 2005 e 2010. Para ele, a premiação tem o condão de projetar nacionalmente as matérias e os veículos de todo o país, democratizando, por assim dizer, a informação. 

“Ele traz um reconhecimento pela excelência do trabalho e pela profissão. Também é democrático, por ser um dos poucos em que o trabalho inscrito em qualquer categoria pode conquistar o Grande Prêmio.” 

Na avaliação do editor-executivo da Agência Infra – multiplataforma de jornalismo focada no setor de infraestrutura –, Dimmi Amora, para uma matéria ter qualidade superior a ponto de vencer um prêmio, “é preciso juntar duas coisas: primeiro, ter uma boa história para contar, algo que seja relevante para a sociedade, que tenha impacto social ou para o setor; depois, o trabalho, o esforço empreendido para tornar aquela reportagem algo que mostre para as pessoas o que, de fato, está acontecendo ou a gravidade e a importância daquilo, e o que pode ser mudado ou melhorado com o seu trabalho”. 

Um dos dez jornalistas mais premiados do Brasil, Dimmi integrou as equipes vencedoras do Grande Prêmio CNT nos anos de 2013 e de 2014 e foi jurado na edição do ano passado.

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Diego Gomes
Agência CNT de Notícias