Em um ambiente econômico com baixo poder de investimento, apostar em infraestrutura para aumentar a competitividade da economia se torna um grande desafio. Rodovias, ferrovias, portos e hidrovias representam investimentos para o país, que levam benefícios para população, governo e setor privado. Isso sem contar a geração direta e indireta de empregos.

Para debater soluções que auxiliem no desenvolvimento de estratégias capazes de colocar o Brasil em uma posição de destaque no quesito competitividade, no cenário mundial, o Ministério da Infraestrutura e a FDC (Fundação Dom Cabral) realizaram, nesta quarta-feira (9), o 1º Seminário de Competividade do Setor de Infraestrutura. O evento ocorreu na sede do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), em Brasília.

No seminário, o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, defendeu que investir em infraestrutura é a melhor forma de sustentar o crescimento do PIB do Brasil. “O Brasil ainda tem muitos desafios para avançar o ciclo de crescimento. Modernizar o sistema de transporte poderá colocar o Brasil em pé de igualdade com os grandes países”.  Ele também ressaltou a necessidade de promover um equilíbrio da matriz de transportes e da atração de capital privado para viabilizar melhorias e expansão nos sistemas. “Com baixo investimento, podemos apostar no modal aquaviário, que pode se tornar rota de escoamento. Também é necessário investimento em rodovias. E para isso é preciso trazer o capital privado. A CNT apoia o investimento privado. O objetivo da CNT é promover o crescimento econômico do Brasil”, salientou.

Ele destacou dados do Plano CNT de Transporte e Logística, que elenca 2.663 obras como essenciais para solucionar gargalos e modernizar a rede de transportes, com um investimento total estimado em R$ 1,7 trilhão. No ano passado, os investimentos públicos em infraestrutura (rodovias, portos, aeroportos, energia, entre outros) somaram R$ 27,8 bilhões, ou 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Foi o menor patamar em dez anos. Para 2020, o orçamento total para todo o país é de R$ 19 bilhões.

Ranking de competitividade

Durante o evento, foi lançado o Relatório de Competitividade 2019, do Fórum Econômico Mundial. O relatório faz uma análise das condições que o país apresenta para que que as empresas possam ter capacidade para competir. O Brasil avançou uma posição no ranking e ocupa, agora, a 71ª colocação, entre 141 países. Em infraestrutura, o país está na 78ª posição. Os indicadores do país melhoraram em relação a 2018. No ano passado, o Brasil estava no 72 lugar no ranking geral e no 81 em infraestrutura.

O professor da FDC, Carlos Arruda, destaca que “o desafio de ser competitivo está aumentando. Estamos em uma posição intermediária. O avanço de uma posição somente. O salto requer um esforço maior e integrado”.

O ministro da infraestrutura, Tarcísio Freitas, frisa que a melhoria de posições no ranking de competitividade é um dos pilares do governo. “Estamos encarando isso em todas as dimensões e principalmente na infraestrutura e, por isso, hoje temos o maior programa de concessão do mundo”. Tarcísio ainda destaca o Plano Nacional de Logística, que irá redistribuir a matriz do transporte brasileiro. “Iremos identificar quais os gargalos e a necessidade de investimentos. Alguns serão executados pela iniciativa privada e outros pelo poder público”.  

Segundo o ministro, para melhorar os índices na área de infraestrutura, o governo aposta em várias frentes, em diferentes modais. No rodoviário, programas como o de concessões, empreendimentos e manutenção. No ferroviário, o trabalho é para renovar concessões, modernizar o sistema e em novos empreendimentos ferroviários. Na aviação, o foco é na concessão da infraestrutura para garantir melhores níveis de serviço e atração de novas companhias aéreas, além da abertura do capital estrangeiro e 14 acordos de céus abertos. No setor de portos, as ações visam à desestatização, ao desenvolvimento da navegação doméstica e ao aprimoramento do marco regulatório do setor.

O evento ainda contou com painéis que debateram a competitividade como estratégia de governo, bem como a perspectiva dos investidores e dos usuários do setor sobre o tema.

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