Gerar movimento de transformação nas organizações requer, dos líderes, pensamento no cliente do futuro: saber quem eles serão, quais serão suas necessidades e adotar medidas, desde já, para satisfazer as demandas futuras. Essa é a opinião de Charlene Li, renomada especialista em mídias sociais e tecnologia, considerada uma das 50 pessoas mais influentes do Vale do Silício e eleita pela revista Fast Company uma das mentes mais criativas do planeta. Ela foi uma das palestrantes do primeiro dia da HSM Expo 2019. Durante o evento, que ocorre em São Paulo, ela participou de um encontro privativo com empresários e representantes do setor transportador brasileiro.

E por que pensar nos clientes futuros? Trata-se de uma estratégia para promover disrupção. “Porque é no futuro onde estão as oportunidades, diz.” Ela destaca que essa não é uma tarefa fácil. “Muitos esperam pela fórmula mágica, uma tecnologia, uma inovação que vai gerar crescimento. Eu acho que muitos sabem o que precisam fazer, mas dizem ‘não, obrigado’, porque exige sacrifício. Sim, a jornada é difícil, mas vale a pena.”

Para prever, hoje, as necessidades do futuro, Charlene Li destaca cinco ações. A primeira é gerar e analisar métricas sobre os clientes da atualidade. “Isso vai te dar ideia de quem é o cliente do futuro”. A segunda, é fazer o que ela chama de “mapa de empatia”: buscar entender o que ele pensará, como se sentirá, quais serão suas necessidades, pois é o que dará a oportunidade de realizar um bom atendimento. Charlene também recomenda a criação de um “conselho de clientes”, formado por críticos do produto ou serviço, que ofereçam subsídios para o aperfeiçoamento. E, por fim, identificar, na organização, pessoas “obcecadas pelo cliente”, aquelas que dizem “nós poderíamos fazer melhor”. 

A base para tudo isso é a cultura da empresa, o conjunto de crenças e de comportamentos dos colaboradores. “Cultura é o que eu chamo de motor que guia a estratégia de disrupção. As organizações estão constantemente mudando sua cultura para saber que elas têm a cultura correta para ir atrás dos clientes futuros.” 

E, por fim, o movimento da mudança se inicia nos líderes, que precisam dedicar parcela significativa do seu tempo dedicada a pensar o futuro. “A liderança tem que mudar de forma fundamental. Você não pode fazer isso todos os dias, mas tem que criar um movimento que se mantenha ao longo do tempo. Tem que superar obstáculos e barreiras. Mas você terá seguidores que irão acompanha-lo, se as suas ideias têm poder de mudança”, recomenda. 

Transporte, futuro e economia

Nesta edição da HSM Expo, o espaço do Sistema CNT – formado pela Confederação Nacional do Transporte, o SEST SENAT e o ITL (Instituto de Transporte e Logística) – sedia uma série de painéis e palestras sobre o futuro do transporte.

No primeiro dia do evento, os temas foram: Transporte 4.0 - as tecnologias que estão revolucionando a logística no Brasil; A proposta da Hyperloop para o futuro do transporte; e Planejamento estratégico e gestão financeira em tempos de crise. 

Os visitantes do evento também têm a oportunidade de conhecer e de experimentar o simulador de direção do SEST SENAT, tecnologia de ponta utilizada no treinamento e na capacitação de motoristas profissionais. 


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